Família Vilaronga

Genealogia, História e Memórias

Artigo de Roberto Guião de Souza Lima sobre o pintos José Maria Villaronga

Publicado em: 20/07/2026 21:50
#josemaria
NOTAS SOBRE AS OBRAS DO ARTÍSTA JOSÉ MARIA VILLARONGA
(JOSÉ MARIA DE VILLARONGA Y PANELLA)

Pintor, encarnador, dourador, cenógrafo, restaurador de obras sacras, arquiteto, construtor e decorador, dentre outras habilidades do tipo.
(1)
Roberto Guião de Souza Lima

I – ASPECTOS GERAIS SOBRE A VIDA E A OBRA DO ARTÍSTA

Villaronga, como é conhecido, viveu rico e faleceu pobre e esquecido em São Paulo, SP, em 7 de setembro de 1894, onde está enterrado no cemitério da Consolação. Segundo a certidão de óbito, morreu de derrame cerebral com 75 anos de idade. Assim, teria nascido (Barcelona – Espanha) em 1819. Deve ter chegado ao Brasil pouco antes de 1850 pois esta é a data registrada nas primeiras pinturas que ele realizou por aqui, na Igreja de Sacra Família do Tinguá, em Engº Paulo de Frontin, RJ. Teria então 31 anos de idade na época dessas pinturas.
Em relação à data do seu falecimento, o embaixador Luiz de Almeida Nogueira Porto, pesquisador pioneiro da obra e da vida desse pintor catalão sobre o qual escreveu vários trabalhos, registra outra informação, de um jornal de São Paulo, que diz ter ele morrido com 83 anos. Assim teria nascido em 1811 e chegado ao Brasil com cerca de 39 anos, admitindo a data de 1850 como a de sua chegada.
Aliás, os estudos realizados sobre este artista consideram, pelo menos até o momento, e, certamente, com base na data das pinturas de Sacra Família, 1850 como a chegada “oficial” dele no que seria futuramente a sua nova pátria, pois se naturalizou brasileiro em 1868.
Residiu em Vassouras em meados da década de 1850, mudou-se para Valença e por lá permaneceu até por volta de 1875, transferiu-se logo depois desta data para Campinas, onde residiu poucos anos e, finalmente, fixou-se em São Paulo, já na década de 1880, até a sua morte em 1894.
Casou-se em Valença com Carolina Dias, ou Carolina Julia Dedriq, segundas núpcias dela - informações do genealogista Fernando Antonio Ielpo Jannuzzi Junior - com quem teve dois filhos: Tiago, de quem não se tem notícia, e Ana, casada com Raimundo Fontenelle e com descendência.
Deixou extensa e diversificada obra em várias cidades, notadamente Vassouras, Bananal, Campinas e São Paulo, e em propriedades agrícolas das importantes províncias cafeeiras do Brasil Imperial, a velha província Fluminense, a Paulista e a Mineira. Em relação à pintura - que, talvez, tenha sido o ramo artístico ao qual mais se dedicou já que, certamente, é aquele pelo qual é mais conhecido - deixou (i) algumas telas e painéis assinados; (ii) obras confirmadas, com base em documentos, outros registros e notícias veiculadas em jornais da época; (iii) uma série delas a ele atribuídas por historiadores e, ainda, (iv) algumas que, tudo indica ou sugere, tenham sido de sua lavra mas que demandam ainda estudos mais aprofundados para confirmação.
O capítulo II tenta listar, de forma exaustiva até onde foi possível ao autor pesquisar, as obras por ele deixadas, com vistas a divulgá-las de uma forma condensada e cronológica. Busca também, em relação aos dois últimos grupos de pinturas mencionados no parágrafo anterior, eventuais informações que confirmem ou não a possível autoria e, para tanto, indica quais seriam as pinturas nessas condições. Finalmente, objetiva estimular que sejam obtidas informações sobre outras obras, se existirem, de forma a completar e enriquecer a lista, trazendo luz à história desse interessante e, até certo ponto, misterioso personagem da história da arte no Brasil, dentro do tempo e do espaço onde atuou.
Como dizia o dr. Nogueira Porto, que em um dos seus trabalhos a ele se referiu como “Villaronga, um pintor esquecido na corte do Rei Café”: - “A tela permanece no cavalete, à espera de novas pinceladas” e, desta forma, também este trabalho se apresenta.
Após a lista das obras, o capítulo III apresenta detalhes sobre elas bem como levanta pontos de pesquisa em relação a aspectos ainda não devidamente esclarecidos sobre o pintor e sua obra.
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(1) Sócio titular do Colégio Brasileiro de Genealogia. Administrador de empresas.
II – LISTA DE OBRAS DE VILLARONGA, DATAS DE REALIZAÇÃO (2) E FONTES DE PESQUISA UTILIZADAS (3)

Ver figura abaixo.

III – COMENTÁRIOS, INFORMAÇÕES ADICIONAIS E QUESTÕES PARA PESQUISA
(a apresentação segue a numeração das obras listadas)

1) Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Sacra Família do Tinguá – Engº Paulo de Frontin)
São dois painéis sacros pintados sobre a taipa nas paredes laterais da capela-mor, assinados e datados, e dois quadros, óleos s/ tela, dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, que estão fixados nas paredes da nave, logo na entrada da igreja.
Essas quatro pinturas - em especial os painéis pintados sobre o reboco das paredes, pela fragilidade do meio onde foram realizadas - precisam de cuidados especiais de preservação que se revestem de maior importância por se tratarem, muito provavelmente, das primeiros obras de Villaronga no Brasil.
Quando as visitei, em junho de 1989, embora todas ainda estivessem íntegras, apresentavam sujos por dejetos de pássaros e os painéis já exibiam pequenos descascados nas bordas. Em vista recente, pude constatar que a situação de 16 anos atrás não se alterou o que, embora não elimine a mencionada preocupação, não deixa de ser um alívio.

2) Fazenda do Secretário
Este belo solar neoclássico construído por Laureano Correa e Castro, o barão de Campo Belo, e inaugurado, segundo a fonte mencionada, em 1830, contém expressivas pinturas atribuídas a Villaronga, inclusive um painel com cerca de 11 m de comprimento onde o pintor criou uma bonita paisagem, pinturas essas que foram restauradas pela atual proprietária.
Poderia existir, entretanto, um conflito entre a data acima, admitindo que essas pinturas estivessem prontas quando a casa foi concluída, e a data até hoje considerada como a mais provável da chegada de Villaronga ao Brasil, ou seja, 1850.
Entretanto, a casa que hoje se vê, segundo afirma José Matoso Maia Forte (“A Fazenda do Secretário em Vassouras” – Manuscrito na antiga DPHAN), é fruto da grande reforma que o velho casarão sofreu e que o adaptou, segundo palavras de Augusto Carlos da Silva Telles, “aos novos gostos do Século XIX” (Página 90 da sua obra “Vassouras...”, Fonte Nº 6).
O autor do risco, o executor da obra e quando ela ocorreu, Maia Forte não diz; mas ao dizer que o velho casarão “foi transformado como convinha à dignidade do opulento fazendeiro e titular do Império”, nos dá uma pista que permite inferir – como hipótese – que a reforma pode ter ocorrido entre 1854 – quando Laureano foi nobilitado – e 1859 – quando Victor Frond já registra a casa transformada à visão atual.
Nesse período, compatível com a data da provável chegada de Villaronga ao Brasil, podem ter sido feitas as pinturas do palacete e a ele atribuídas.
Maia Forte não comenta sobre essas pinturas e apenas cita que, em um dos “salões nobres”, foi pintado “um panorama de Vassouras”, copiado da conhecida litografia de Victor Frond, assim pintura posterior a 1859. Segundo ele, “ignora-se quem foi o autor” desse painel.
Ainda sobre “painéis” de Secretário, Gerson Brasil, no seu livro “O Ouro, o Café e o Rio”, registra a existência de um imenso afresco, com muitos metros de extensão, representando o que ele classificou como a “pujança da lavoura cafeeira Vassourense”. Sem mencionar o painel citado por Maia Forte, acrescenta que o visconde de Taunay dizia que esta pintura era muito semelhante a que a baronesa de Itamarati mandara fazer no salão de jantar do seu solar da rua Larga de São Joaquim, na Corte. Pena que o painel da casa da baronesa tenha desaparecido quando aquela sala foi transformada em “Sala dos Indios” – revestida de papel de parede francês - na reforma realizada no Palácio do Itamarati entre 1927 e 1930. Assim, perdeu-se o paradigma.
O belo e extenso painel que hoje se vê não é nem o panorama de Vassouras nem o da sua lavoura cafeeira e sim uma paisagem com uma caçada, tudo indica de inspiração européia.
Essas e outras colocações estão à espera de pesquisas que talvez possam trazer esclarecimentos que ajudem a compreender melhor as obras de Villaronga, e/ou de outros eventuais artistas envolvidos, o que está perfeitamente compatível com um dos propósitos desse trabalho.

3) Fazenda do Paraizo
As dúvidas sobre datas levantadas em relação às pinturas da casa sede da fazenda do Secretário já estariam superadas no caso do palacete construído por Domingos Custódio Guimarães - que viria a ser o 1º barão e depois o visconde do Rio Preto - pois com base em registro feito na partilha amigável dos seus bens em 1869, ele teria sido concluído em 1853.
A única questão no caso deste palacete talvez seja, mantida a data de 1850 como a da chegada de Villaronga ao Brasil, através de qual indicação ou com base em que obras realizadas no Brasil, ele teria sido convidado a fazer as pinturas em Paraízo, em data tão próxima à da sua chegada por aqui?
A respeito das várias e bonitas pinturas a ele atribuídas em Paraízo, os seus estudiosos indicam que lá estaria a sua obra prima, qual seja, um belo painel com cerca de 10m de comprimento por mais de 3m de altura (todo o pé direito do 2º piso da casa, menos uma barra decorativa com cerca de 1m), retratando a Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, por volta de meados do século XIX. (está aí um bom referencial de data).
O painel, em que predomina a cor azul do mar e do céu, apresenta detalhes de vários tipos de embarcações, a vela e a vapor, fundeadas e/ou em movimento - em uma delas, o pintor teria pintado o dono da casa e sua família e em outra, ele mesmo com um criado - tendo ao fundo o panorama físico da cidade, que registra, entre outros, os morros do Pão-de-Açúcar e o do Corcovado, e o panorama das construções rebatidas em um plano que, na parte central, registra interessantes aspectos tais como, o cais da atual praça XV de Novembro, com o chafariz do mestre Valentim, e, na praça, o Paço Imperial e a igreja de Nossa Senhora do Carmo, da antiga Sé. Na sequência, pela direita, a igreja da Candelária e, depois, ao alto, o mosteiro de São Bento, este em promontório ainda à beira mar.

4) Igreja do Rosário (São João Marcos)
Existia na sacristia desta Igreja, construída pelo comendador José Ferreira Gonçalves, o comendador Ferreirinha, um retrato dele, segundo anotação feita em 26 de março de 1876 pelo bispo D. Pedro Maria Lacerda no seu diário, e no qual registrou a visita pastoral que fez à região em tela naquela época. Nesse diário, descoberto por acaso pelo dr. Nogueira Porto, consta, textualmente:

“Na Sacristia há um quadro grande, de moldura dourada, com retrato de corpo inteiro
de José Ferreira Gonçalves, pintado de botas e esporas e jaqueta com o colarinho aberto,
chapéu-do-chile na mão; que só assim quis deixar-se retratar”




O bispo se refere ainda a outro óleo s/ tela ali existente, retratando São João Marcos dando esmola aos pobres. Sobre este quadro, registrou D. Pedro Maria: “Obra de Villaronga, espanhol residente em Valença”.
O dr. Nogueira Porto, analisando esses registros, atribui a Villaronga a autoria do retrato do comendador Ferreirinha (ver Item 14, retratos na Santa Casa de Misericórdia de Bananal).
Com a destruição da igreja do Rosário e de toda a cidade de São João Marcos, por conta da represa do Ribeirão das Lages, onde estariam, se é que ainda existem, os dois quadros anteriormente mencionados?

5) Fazenda do Resgate
O comendador Manoel de Aguiar Vallim, casado com dona Domiciana Maria de Almeida - filha do comendador Luciano José de Almeida, dono da fazenda Boa Vista e o maior fazendeiro de Bananal na época - reformou e ampliou, em 1855, a casa sede original de Resgate, construída no início do Século XIX. Para os trabalhos de decoração da nova casa sede, entre outros profissionais, contou o comendador Vallim com os serviços de Villaronga, que ficou encarregado de todas as pinturas internas, trabalho grandioso que realizou com competência e bom gosto, de forma que descrevê-lo mereceria uma matéria especial. Um dos destaques do conjunto é o expressivo painel sacro da parte inferior da capela que tem como motivo central a adoração ao Menino Jesus e a oferenda de jóias em uma caixa na qual o pintor registrou, entre elas e curiosamente, um relógio de bolso. A data das pinturas, 1858, está baseada em uma inscrição, a crayon, encontrada em uma das paredes de uma das alcovas que funcionou como atelier do pintor (a parte do reboco da parede onde estava esta data foi preservada e guardada no acervo da fazenda). Além da data, nas paredes desta dependência foram encontrados esboços, ensaios e marcas típicas de quem esta dando tratos à bola sobre o que iria realizar nas pinturas da casa. O fato é que, em 1860, as pinturas já estariam concluídas, pois sobre elas teceu muitos elogios o viajante português, Emilio Augusto Zaluar, que visitou Resgate naquele ano, arrematando que elas provinham do “hábil pincel do sr. Villarongo”, com “o” no final, como ele o chamava.
Algumas das pinturas de Resgate são muito semelhantes às que Villaronga empregou na sala de jantar do palacete do barão de Itambé, em Vassouras.
Tendo em vista a destruição das pinturas da casa sede da fazenda do Rialto e, em outras propriedades, na situação que se observa hoje, o conjunto de pinturas da casa sede da fazenda do Resgate é o remanescente mais completo e rico que se conhece da vasta obra deixada por José Maria Villaronga, neste tipo de arte, só encontrando concorrente na citada fazenda do Paraizo. A primazia de Resgate poderia ser ameaçada caso trabalhos de restauração em outras fazendas e casas urbanas viessem a descobrir pinturas originais de Villaronga, que estariam hoje encobertas por outras pinturas e/ou por papéis de parede, mas essa é apenas uma possibilidade e uma história complicada de ser levada adiante de forma concreta. Assim, dificilmente, Resgate perderá o trono.

6) Ponte coberta de Bananal
Ficava ao final da rua Manoel de Aguiar Vallim (antiga rua Direita, ou do Comércio, como a chamou Zaluar) na ligação dela com a rua Washington Luiz (antiga rua do Fogo), no caminho para Arapeí e São José do Barreiro, sobre o rio Bananal. Segundo registro de Zaluar, em final de 1859, era uma obra sólida e bem construída pelo “sr. Villarongo”, às custas dos cofres provinciais, mas de muita utilidade para a população.
Na rua do Fogo ficavam algumas casas, duas ainda existem, que foram ocupadas por imigrantes chineses – chamados de “chins” – que vieram para ensinar o cultivo e o beneficiamento do chá, criando assim novo ramo de indústria agrícola em Bananal. A tentativa revelou-se, todavia, infrutífera, e os descendentes dos pioneiros se dedicam hoje a outras atividades nas áreas de comércio e serviços.
O dr. Nogueira Porto diz que o construtor desta ponte – de madeira, coberta com telhas e mandada fazer pela Câmara Municipal de Bananal – foi Manoel Venâncio Campos da Paz, importante construtor local. A ponte foi demolida e substituída pela atual em 1926, para suportar o trânsito da antiga “rodovia Rio – São Paulo”, da qual fazia parte a rua principal de Bananal, depois substituída pela rodovia presidente Dutra.


7) Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Vassouras)
Estão registrados nos livros de contas da Irmandade da Conceição pagamentos feitos a J. Ma. Villaronga: em 25 de abril de 1859, no valor de 250$000, por pinturas na igreja e, em 9 de junho do mesmo ano, 1:400$000, para dourar 14 pilastras da igreja ao valor unitário de 100$000.

8) Palacete do barão de Itambé
As pinturas mais significativas da casa são os vários painéis ocupando todas as paredes da grande sala de jantar. Como mencionado, os motivos, os estilos e as cores da pintura são semelhantes às da casa sede da fazenda do Resgate. Em uma das pinturas, Villaronga pintou uma “nota promissória”, dobrada assim como quem não quer nada, em que registrava a importância de 10 contos de réis – uma bela quantia à época – devida a ele, José Maria Villaronga, talvez como uma forma de “lembrete” do valor do serviço ao contratante do mesmo e a data em que ele deveria ser pago.
Esses interessantes painéis estavam bastante estragados e perto de se perderem – como aconteceu com os semelhantes da fazenda do Rialto em Bananal – e sofreram uma restauração de emergência, levada a efeito pelo proprietário da casa e realizada com o concurso de especialistas do IPHAN, logo após a compra da mesma em 1973.

9) Matriz de Nosso Senhor dos Passos (Rio Preto)
Construída sob os auspícios do comendador Francisco Tereziano Fortes de Bustamente, falecido em 1854, e dono da fazenda de Santa Clara, e concluída em 1860 pela viúva, dona Maria Thereza de Souza Fortes, viscondessa de Monte Verde, que adicionou, para a conclusão das obras e por ordem expressa do marido, 200 contos de réis ao patrimônio que ele já havia ali empregado em vida.
É o remanescente mais expressivo que se conhece do Villaronga arquiteto e construtor.

10) Obras em Juiz de Fora
A passagem de Villaronga por esta cidade mineira em 1860 tem como base o fato de que o palacete Vale Amato já estava pronto para ser ofertado a Dom Pedro II (que viria a não aceitá-lo) quando este visitou o município no ano seguinte.
As constantes reformas no prédio e na capela dos Passos acabaram com qualquer vestígio da obra de Villaronga na principal cidade do café da zona da mata mineira em meados do século XIX, e que depois viria a ser conhecida, por suas indústrias, em especial a de tecidos, como a “Manchester mineira”.

11) Fazenda Santa Clara
As obras ali realizadas por Villaronga provavelmente aconteceram quando já era proprietário da fazenda o barão de Santa Clara, que herdou a fazenda da irmã, a viscondessa de Monte Verde, viúva do comendador Tereziano, conforme mencionado em 9. A fonte das informações sobre as obras e a passagem de Villlaronga por lá são de Paschoal Jannuzzi Mota, que é um dos proprietários da fazenda e pesquisador da sua história.

12) Obras em Valença
Tudo indica que a atuação de Villaronga nessas obras, na qualidade de construtor, se deu de forma isolada, ou seja, antes dele constituir sociedade para fins deste tipo de serviço e assemelhados.

13) Matriz do Bom Jesus do Livramento (Bananal)
Zaluar menciona que, ao final de 1859, Villaronga já estava contratado para realizar obras que ele chamou de “inteiramente novas”, no interior da igreja. Elogiou o bom gosto do artista e a sua habilidade como pintor, dando a entender que esses atributos já eram conhecidos das pessoas do local,
certamente por conta das pinturas realizadas na fazenda do Resgate e outras. Parece, entretanto, que as obras não foram efetivamente realizadas – ou, se foram, atenderam apenas parte das necessidades –


pois somente em 1871 foi inaugurada a completa remodelação do interior da matriz, como noticia o jornal o “Ecco Bananalense”, de 01.07.1871. Na oportunidade, Villaronga agradeceu a confiança nele depositada para a realização de tão árdua e difícil tarefa e o apoio a ele dado pelo vigário e pelo comendador Manoel de Aguiar Vallim.

14) Santa Casa de Misericórdia
Existem lá dois retratos – óleos s/ tela – um assinado e outro atribuído a Villaronga
O primeiro é de José Ferreira Gonçalves – o importante fazendeiro e benemérito local, o c
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Carolino Lino Villaronga e Silvina Almeida Santos

Publicado em: 16/07/2026 23:53
Carolino era o pai de meu pai, Ruidevaldo. Ele era filho de João Lino Villaronga e neto do espanhol João Villaronga Carreiro de Ponce.
Casou-se com Silvina e geraram de filhos, sendo que apenas Adonai, Carlindo e Ruidevaldo viveram até a idade adulta. Os demais, conforme escrito por Silvina em seu diário, faleceram no dia do nascimento ou apenas alguns dias depois.
Eles nasceram e se casaram no sertão baiano e se mudaram posteriormente para o sul da Bahia.
Adonai mudou-se para a cidade de Teodoro Sampaio-BA, também conhecida como Bom Jardim. Casou-se com Genalia e teve três filhos deste casamento (Adonai Filho, Adonis e Joseane) e Robson. Faleceu de câncer em Feira de Santana-BA.
Carlindo permaneceu em Ilhéus onde estabeleceu família casando-se com Eunice e tendo três filhos deste casamento (Paulo, Norma e Noélia) além de Edna. Faleceu de problemas no coração em decorrência da Doença de Chagas.
Ruidevaldo, meu pai, mudou-se para Salvador-BA com Vicentina e teve dois filhos (Virgínia e eu, Marcus). Faleceu em Osasco-SP.
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História de João Villaronga Carreiro de Ponce

Publicado em: 16/07/2026 23:28
Conta-se a história passada verbalmente pelos nossos antepassados na Bahia que dois irmãos espanhóis fugiram da guerra na Espanha e vieram para o Brasil.
Um deles era João Villaronga Carreiro de Ponce, que se estabeleceu no sertão da Bahia, mais especificamente na região de Riachão do Jacuípe.
Casou-se com Carolina Santa Roza Lima e teve diversos filhos, sendo alguns com filhos registrados e outros que parecem ter falecidos ainda crianças.
Há mais de 30 anos que procuro o nome dos pais dele, sendo que inicialmente nem mesmo sabíamos seu nome, apenas uma suspeita de que era João Villaronga. Agora sabemos por documentos o seu nome completo.
O outro irmão era o José Maria Villaronga e Panella, o famoso pintor catalão que tantas obras de arte e arquitetônicas fez nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, na epoca de ouro da cultura cafeeira e transitou pela corte brasileira.
Nas duas famílias se perpetuou esta mesma história; de que fugiram da guerra na Espanha com passaportes holandeses falsos e que até mesmo seus nomes não eram exatamente estes, porém prevalecendo o Villaronga, talvez por temor da influência que está família exerceu durante séculos na nobreza e serviço no alto escalão do exército espanhol.
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Fazenda Várzea Comprida

Publicado em: 16/07/2026 23:08
A foto abaixo é do recenseamento feito em Jacobina no ano de 1920, apontando que a Fazenda Várzea Comprida era de posse de José Marcelino Vilaronga, filho do espanhol João Villaronga Carreiro de Ponce e Carolina Santa Roza Lima.
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Memórias de Adonai Almeida Vilaronga Filho

Publicado em: 13/07/2026 11:01
"Gostaria de compartilhar uma memória marcante que vivi em Salvador, por volta de 1985. Meu pai, Adonai Vilaronga, estava internado enfrentando um câncer grave, e eu o acompanhava durante o tratamento. Em um momento de necessidade, precisei descontar alguns cheques que ele já havia assinado em branco. Expliquei a situação ao caixa do banco e, assim que ele leu o sobrenome 'Vilaronga', sua expressão mudou. Ele me indagou sobre a família e, ao mencionar que era amigo de um Vilaronga, prontamente liberou o pagamento dos cheques, prestando-nos um auxílio inestimável naquele período tão difícil."
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Moros y cristianos Villalonga - Moors and Christians - Amazing Fiesta in Villalonga Valencia España

Publicado em: 13/07/2026 09:35

Turismo em Villalonga

Publicado em: 13/07/2026 09:34

O que ver em Villalonga - El Camino a lá ermita

Publicado em: 13/07/2026 09:30

Espana Directo - Villalonga 30/06/2017

Publicado em: 13/07/2026 09:25

O Legado de Vilaronga e o Significado de um Nome

Publicado em: 13/07/2026 09:18
Caros familiares e amigos,

​Muitas vezes, carregamos um sobrenome sem nos darmos conta de que ele é, na verdade, um mapa geográfico vivo, um elo direto com nossos ancestrais que caminharam por terras distantes séculos atrás. Ao pesquisar a história da nossa linhagem — Vilaronga —, mergulhei em um passado que transcende o tempo e nos conecta a raízes profundas na Península Ibérica.


​O Significado da Nossa Origem

O sobrenome Vilaronga (e sua variante original, Villalonga) é um nome de natureza toponímica. Isso significa que ele não nasceu de uma profissão ou de um apelido, mas sim do lugar onde nossos antepassados viviam. A etimologia é clara e poética: a união dos termos "vila" (que na época designava uma propriedade rural ou povoação) e "longa" (comprida ou extensa).
​Ser um Vilaronga é, essencialmente, carregar o nome de uma "vila extensa" — uma marca deixada por aqueles que, há muito tempo, cultivaram e habitaram essas paisagens, desde os vales de Valência até a histórica Maiorca e as terras catalãs.



​Um Marco na História

O nome está ligado a locais de grande riqueza histórica. Em Valência, por exemplo, o município de Villalonga preserva memórias que vão desde fortificações ancestrais que dominam a serra até os registros da reconstrução da vida comunitária após o século XVII. Em cada um desses lugares, houve famílias que, assim como a nossa hoje, priorizaram o trabalho, a união e a construção de um legado.


​Nossa Jornada Continua

Hoje, ao investigar sobrenomes como Teixidor, Bosch e Xiques, entendo que a nossa história não é feita apenas de um registro, mas de um entrelaçamento de vidas. Cada um de nós, com as nossas histórias pessoais em Osasco e além, representa a continuação dessa trajetória que atravessou oceanos.
​Este espaço aqui no nosso site é dedicado justamente a isso: honrar os que vieram antes de nós e documentar o caminho que estamos trilhando hoje.
​Convidamos todos os membros da família a compartilharem suas memórias, fotos e descobertas genealógicas. Vamos juntos manter viva a nossa história.

​Com carinho,
Família Vilaronga

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Painel panorâmico em 360º da Baía de Guanabara

Publicado em: 12/07/2026 13:14
#josemaria
Esta cena faz parte de um monumental painel panorâmico em 360º da Baía de Guanabara, pintado diretamente nas paredes da sala de jantar (ou sala de banquetes) do casarão principal da Fazenda do Paraízo. A fazenda histórica está localizada no município de Rio das Flores, no Vale do Café, estado do Rio de Janeiro.

Curiosidade técnica: Esse mural é famoso por uma ilusão de ótica criada por Villaronga; o barco retratado parece mudar de perspectiva e "virar na direção" do observador conforme se caminha pela sala.

Quando foi pintada?
A obra foi realizada em meados do século XIX (por volta da década de 1850). A Fazenda do Paraízo foi construída entre 1845 e 1853, e o mural foi encomendado diretamente ao pintor-decorador catalão pelo proprietário da fazenda, Domingos Custódio Guimarães (o Barão, e posteriormente Visconde, do Rio Preto).

Contexto da Obra
O detalhe na imagem mostra uma falua de frete (pequeno bote de transporte público ou privado da época) movimentando-se pelas águas do porto da Corte, no Rio de Janeiro. Ela é conduzida por dois remadores negros escravizados e transporta um elegante passageiro de cartola e casaca. Essa composição ilustra o cotidiano urbano e o tráfego marítimo intenso da capital do Império naquele período, integrando a vasta horizontalidade da paisagem fluminense idealizada por Villaronga.
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Vida Longa Vilaronga - A origem da Família Vilaronga

Publicado em: 12/07/2026 12:51

Esse Vilaronga é filho de quem?

Publicado em: 12/07/2026 12:49

Vida Longa Vilaronga - Contos, causos e histórias

Publicado em: 12/07/2026 12:49

Vida Longa Vilaronga - Episódio 01

Publicado em: 12/07/2026 12:47

O Pintor José Maria Villaronga #josemaria

Publicado em: 11/07/2026 21:18

Parte do painel panorâmico em 360° da Baía de Guanabara

Publicado em: 11/07/2026 20:32
#josemaria
Esta cena faz parte de um monumental painel panorâmico em 360º da Baía de Guanabara, pintado diretamente nas paredes da sala de jantar (ou sala de banquetes) do casarão principal da Fazenda do Paraízo. A fazenda histórica está localizada no município de Rio das Flores, no Vale do Café, estado do Rio de Janeiro.

Curiosidade técnica: Esse mural é famoso por uma ilusão de ótica criada por Villaronga; o barco retratado parece mudar de perspectiva e "virar na direção" do observador conforme se caminha pela sala.

Quando foi pintada?
A obra foi realizada em meados do século XIX (por volta da década de 1850). A Fazenda do Paraízo foi construída entre 1845 e 1853, e o mural foi encomendado diretamente ao pintor-decorador catalão pelo proprietário da fazenda, Domingos Custódio Guimarães (o Barão, e posteriormente Visconde, do Rio Preto).

Contexto da Obra
O detalhe na imagem mostra uma falua de frete (pequeno bote de transporte público ou privado da época) movimentando-se pelas águas do porto da Corte, no Rio de Janeiro. Ela é conduzida por dois remadores negros escravizados e transporta um elegante passageiro de cartola e casaca. Essa composição ilustra o cotidiano urbano e o tráfego marítimo intenso da capital do Império naquele período, integrando a vasta horizontalidade da paisagem fluminense idealizada por Villaronga.
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A Trajetória Artística e o Legado de José Maria Villaronga #josemaria

Publicado em: 27/06/2026 22:55
José Maria Villaronga foi um exímio pintor cujo talento com os pincéis deixou uma marca profunda na história e na identidade cultural da nossa família. Nascido na Catalunha, Espanha, ele trouxe em sua bagagem a rica tradição artística europeia, traduzindo sentimentos, memórias e a busca pela tranquilidade em telas marcantes.

Especializado na pintura de paisagens, José Maria utilizava a arte como um refúgio e um meio de transmitir paz. Suas obras capturavam a essência da natureza com uma sensibilidade única, jogando de forma magistral com as cores, luzes e sombras para dar vida a cenários que convidam à contemplação. Cada pincelada carregava não apenas técnica, mas também a alma de um homem conectado às suas raízes e à beleza do mundo ao seu redor.

Este espaço é dedicado a reunir suas crônicas, fotografias de suas telas originais, documentos históricos e análises de seu acervo. Preservar a memória de José Maria Villaronga é manter viva a chama da nossa própria história e garantir que as futuras gerações conheçam o valor e a poesia de seu legado artístico.
#josemaria

Recordação de Marquinhos

Publicado em: 20/06/2026 00:39
João Villaronga Filho a esquerda e seu neto Marcos Vilaronga Pontes a direita.
Dia 12 de junho seria o aniversário do João.

Casa Wiechers-Villaronga

Publicado em: 18/06/2026 00:29
Esta é a Casa Wiechers-Villaronga, uma mansão histórica em estilo neoclássico localizada em Ponce, Porto Rico.Foi construída em 1912 pelo renomado arquiteto porto-riquenho Alfredo Wiechers Pieretti.Atualmente, o edifício abriga o Museu da Arquitetura Ponceña (Museo de la Arquitectura Ponceña).

Nova página em breve

Publicado em: 18/06/2026 00:10
Em breve iniciarei a página do pintor catalão José Maria de Villaronga y Panella.
Tudo indica que ele era irmão do João Villaronga Carreiro e Ponce. Tendo ambos migrado juntos, mas se separaram ficando o João na Bahia e o José entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Família Villalonga — História

Publicado em: 14/06/2026 17:03
**A Família de Villalonga**

Família de grande destaque da antiga Nobreza Maiorquina, que veio para Maiorca durante a sua Conquista, oriunda de Languedoque (França), onde eram Senhores de terras e de Casa Forte.

## Origens
Em 1229, Arnaldo de Villalonga assistiu à Conquista de Maiorca junto ao poderoso Guillén de Moncada, Visconde de Bearn. Foi herdeiro da herdade de Fornaluggi (hoje a vila de Fornalutx, no município de Sóller), conforme consta no registro de bens de Don Gastón, filho de D. Guillén ("Capbreu de Sóller" 1230); e em documento lavrado perante o tabelião Berenguer Company, datado de 10 das calendas de março de 1233. Uma evidência da presença da família em Sóller é a fonte denominada *Na Villalonga*.
Guillermo e Bernardo foram filhos de Arnaldo, também citados no "Capbreu de Sóller" 1289-1346 (A.H.M.) 5014 fol.25v. no ano de 1299, e no fol.35v do mesmo ano fala-se dos dois irmãos. Os descendentes de Bernardo estabeleceram-se em Menorca.
Gancelmo de Villalonga (1302) foi testemunha na confirmação outorgada pelo Infante Don Sancho de Maiorca sobre os Privilégios e Isenções do Reino, como futuro sucessor de seu pai (Códice dels Reys fol.133 da 1ª parte e 140v. da 2ª).
Pedro de Villalonga Masnou é citado em muitos documentos, como o de 7 das calendas de março de 1299, que menciona algumas casas de propriedade de Pedro, e o de 8 das calendas de fevereiro de 1304, no qual divide com outros uma herdade que pertencera ao Conde de Ampurias. Este Pedro de Villalonga foi administrador (*baile*) da Baronia do Conde de Ampurias, cargo herdado por seu filho e seu neto. Francisco de Villalonga presta juramento de fidelidade e homenagem ao Rei Don Pedro IV como Síndico da vila de Sóller em 1343. Guillermo de Villalonga y Masnou teve um filho chamado Bernardo que se estabeleceu em Robines e deu origem ao ramo de Villalonga em Alaró, Binissalem e Lloseta, visto que sua filha Berenguela de Villalonga casou-se com Juan Ferrer de Robines, e o filho de ambos, Bernardo de Villalonga, antepôs o sobrenome da mãe ao do pai.
Pedro de Villalonga, continuando a linha de sucessão, foi Jurado em 1388 e 1396. Exportou balestras para a Guerra dos Cem Anos, conforme consta em documentos datados de 18 de agosto de 1376 e 7 de novembro de 1393. De seu casamento com Magdalena Desmás teve um filho, Jorge, que foi Defensor da Mercadoria em 1430 e Conselheiro do *Gran y General Consell* em 1437. Pedro de Villalonga foi jurado em 1464, 1472, 1483.
Neto de Jorge foi Juan Príamo de Villalonga y Puigdorfila (1460-1537). Acompanhou D. Fernando, o Católico, a Nápoles em 1506 junto com seu filho Pedro. In 1507 foi recompensado com todos os dízimos, laudêmios, alódios e outros direitos Reais da Paróquia de Selva, e armado cavaleiro por graça do Rei Fernando, em atenção aos importantes serviços prestados a este Monarca. Lutou valorosamente contra os *comuneros* desta ilha, foi vice-governador do Vice-Rei de Maiorca em 1521, Governador do Castelo de Bellver, *Jurado en Cap* em 1523, e anteriormente havia exercido os cargos de *Veguer* da cidade em 1495, Ouvidor de Contas em 1492 e 1498, Juiz de Apelações em 1497, *Clavario Executor* e *Veguer Forà*. Em 21 de fevereiro de 1519 obteve o reconhecimento de sua nobreza pelos Reis Dona Joana e D. Carlos. Comprou a Torre de Canyamel em 11 de março de 1500, sobre a qual fundou um fideicomisso eletivo entre seus descendentes, que a possuíram até a segunda metade do século XX, legando-a ao seu filho Francisco em 1532. Juan Príamo casou-se com Prudencia Martí de Villalonga, filha de Gaspar, em 1482.
O filho mais velho de Juan Príamo foi Pedro, Copeiro do Rei Católico em 1506. Casou-se em 1511 com Constanza Burgues y Unis, com quem não teve descendência, e em segundas núpcias com Francisca de Pax em 1517, com quem teve Rafael, cônego em 1530, passando a sucessão a Gaspar de Villalonga y Martí, nobre de Maiorca.
Gaspar, segundo filho e continuador da linha primogênita, foi doutor em direito, conselheiro do Rei e Cônego da Catedral entre 1522 e 1530, mantendo o status de leigo e renunciando a este para casar-se com Margarita Net y Santacilia em 1530. Ocupou importantes cargos públicos e participou em diversas ocasiões do sorteio para *Jurado en Cap*. Faleceu em 24 de dezembro de 1558.
Seu irmão Luís de Villalonga estudou na Universidade de Bolonha, sendo doutor em ambos os Direitos e catedrático de leis na referida universidade, Cônego da Catedral em 1518 e Arcediago em 1520. Foi protegido do Imperador Carlos V e mestre do futuro Rei Filipe II. Escreveu em 1517 um manifesto contra Lutero em Bolonha e, posteriormente, um livro intitulado *"De repetitione super lege rationis"*, entre outros. Faleceu em Valladolid, local onde residia a Corte, em 3 de abril de 1551.
Francisco de Villalonga, Nobre de Maiorca, Conselheiro Militar em 1547 e 1554, irmão dos anteriores, foi quem fundou o segundo ramo, que depois deu origem a vários outros ao longo do tempo. Casou-se com Ana Desclapés em 1532 e faleceu de peste em Barcelona em 1558, para onde havia sido enviado para reivindicar uma provisão de fundos para atender às necessidades do Reino. Seu filho Gregorio de Villalonga y Desclapés, Nobre de Maiorca, foi *Mestre de la Secca* em 1585, casou-se com Magdalena de Togores Muntanyans em 1559 e, em segundas núpcias, com Eleonor Fuster y Dureta in 1568. Neto deste foi Gregorio de Villalonga y Dameto (1598-1641), cavaleiro de Calatrava em 1625, que organizou uma Companhia em 1630 e partiu em socorro ao Casal de Monferrato; cinco anos depois, à frente de outra companhia erguida e mantida às suas próprias custas, esteve na conquista das ilhas da Provença em 1636. Gregorio foi governador de Menorca em 1636 e 1639, casou-se com Magdalena de Verí y Rosiñol em 1612 e, em segundas núpcias, com Margarita d'Oms y Zanglada em 1637. Gregorio de Villalonga y de Verí, *Clavario* em 1655, *Jurado en Cap* em 1657 e *Baile* da Cidade em 1658, escreveu versos em catalão, uma décima castelhana em honra ao cronista Dameto (que foi impressa em sua história de Maiorca) e um soneto em limosino. Casou-se com María Despuig y Rocabertí, irmã do primeiro conde de Montenegro, e tiveram María de Villalonga y Despuig em 1649, que se casou com Juan Miguel Sureda y de Santacilia (*Jurado en Cap* em 1682), os quais foram pais do primeiro marquês de Vivot.
Outro dos filhos de Francisco de Villalonga foi Francisco de Villalonga y Desclapés, Nobre de Maiorca, que foi Conselheiro Militar em 1601 e casou-se com Práxedes Desbrull y Rosiñol. Seu filho Francisco de Villalonga y Desbrull nasceu em 1594, Nobre, foi Conselheiro Militar (1625-1635), *Mostassaf* (1633-1635), *Clavario Bosser* em 1640 e familiar do Santo Ofício em 1626; casou-se com Eleonor Brondo y Morlá em 1614 e, em segundas núpcias, com Isabel Burguet y Net. Filho deste casamento foi Pedro Juan de Villalonga y Burguet, cavaleiro (1630-1717), *Baile* em 1699, *Tauler* em 1686, Conselheiro Militar e Procurador Real em 1706, familiar do Santo Ofício da Inquisição. Casou-se com Magdalena Fortuny y Vida em 1655. Seu filho Francisco de Villalonga y Fortuny (1661), cavaleiro de Calatrava em 1690, Mestre de Campo dos Exércitos Reais, Alcaide do Castelo de Bellver, Primeiro-Tenente da Guarda de Corps e primeiro conde de la Cueva em 1693, casou-se em Madri com Catalina Jacoba de Velasco y Ramírez de Arellano, filha dos condes de Siruela, e tiveram Jorge de Villalonga y de Velasco, cavaleiro da Ordem de São João, que faleceu jovem. Irmão de Francisco foi Jorge, II conde de la Cueva (1664), cavaleiro da Ordem de São João em 1687, Procurador Real, Conselheiro de Sua Majestade no Real Supremo de Guerra, Vice-Rei e Capitão-Geral do Novo Reino de Granada e províncias agregadas, e presidente da Real Audiência de Santa Fé de Bogotá. Jorge de Villalonga casou-se em Madri com sua sobrinha Catalina María de Villalonga y de Velasco, filha de seu irmão Francisco; tiveram Joaquina de Villalonga y de Villalonga (1733), que se casou com Diego Messía de la Cerda, cavaleiro de Santiago em 1753. Deste casamento não houve descendência, passando o título e a herança para María Manuela de Villalonga y de Velasco, filha do I conde de la Cueva, casada em 1682 com Martín Nicolás González de Castejón e Ibáñez de Segovia, III marquês de Velamazán, IV marquês de Gramosa, de Lanzarote, de Alvaserrada, Barão de Alpedroches, de Rituerto, de Casa Fuerte de Arias, de Laserna, do Castelo de Orozco, Grande de Espanha de primeira classe. Posteriormente, passou aos condes de Cifuentes (Grande de Espanha) e aos condes de Santa Coloma (também Grande de Espanha).
Príamo de Villalonga y Desclapés, nascido em 1538, filho mais velho de Francisco e de Ana Desclapés, casó-se em 1562 com Leonor de Puigdorfila y de Oleza, e faleceu no Castelo de Pavia em 1573. Seu filho Luís de Villalonga y Puigdorfila, nascido em 1564, Nobre de Maiorca, familiar do Santo Ofício, Conselheiro Militar em 1609, *Veguer Forà* em 1611, *Baile General* em 1613 e *Jurado en Cap* em 1633, foi o líder da facção *Canavall* nas disputas nobiliárias contra Pedro de Santacilia y Pax. Casou-se em 1585 com Beatriz Serra y Puigdorfila, e tiveram Francisco de Villalonga y Serra, Nobre de Maiorca, nascido em 1605, familiar do Santo Ofício, *Baile General* em 1675, *Veguer* de Maiorca e *Clavario* do Reino de 1640 a 1648, e *Mostassaf* em 1567; casou-se em 1627 com Jerónima Brondo y Zaforteza. Faleceu em 1678. Tiveram dois filhos que formaram duas novas linhas de sucessão.

## RAMO VILLALONGA-MIR
O primogênito Príamo de Villalonga y Brondo (1632-1681), Cavaleiro de Calatrava em 1665, *Baile General* e *Veguer* de Maiorca em 1662, casou-se em 1657 com a rica herdeira Onufria Mir y Morrelles, filha de Juan Mir y Ramis, a quem Filipe IV recompensou com toda sorte de privilégios de nobreza por seus serviços e importantes doações às necessidades urgentes do Estado. Com esta união, fundou-se o ramo Villalonga-Mir, nome que passaria a designar todos os primogênitos desta linha.
Francisco de Villalonga y Mir (1664-1737), Cavaleiro de Santiago em 1683, familiar do Santo Ofício e Conselheiro Militar, foi Capitão de Guerra de Sóller, Valldemossa, Calviá e Andraitx em 1715. Casou-se com Ana de Puigdorfila y Dameto em 1680. O filho do casal, Gaspar (1690-1776), casou-se em 1723 com Leonor Truyols y Gual, filha dos marqueses de la Torre. Em 1745 foi nomeado Regedor perpétuo pela classe dos cavaleiros. Teve três filhos: Nicolás (1728-1807), cavaleiro de justiça da Ordem de São João, cônego letrado, Vigário-Geral e Vigário-Geral Castrense; José (1735-1810), Cavaleiro de São João e Jesuíta; e Francisco (1724-1810), Capitão de Guerra de Manacor e seu distrito em 1770, que se casou em Barcelona, em 1745, com María Francisca de Pinós y de Pinós, filha dos marqueses de Barbará.
Felipe de Villalonga-Mir y de Pinós (1749-1822), Tenente de granadeiros do Regimento de Milícias e depois capitão de infantaria, casou-se em 1771 com María Ignacia Ferrandell y Gual, com quem teve uma filha, María Francisca de Villalonga y Ferrandell, nascida em 1771, II marquesa de La Cueva, que em 1805 alterou sua denominação para Casa Ferrandell, com Grandeza de Espanha. Ela casou-se em 1788 com Ramón Maroto e faleceu em 1835. Felipe, seu pai, contraiu segundas núpcias em 1783 com María Luisa de Montaner y Truyols, filha dos marqueses del Reguer. O filho deles, Felipe de Villalonga-Mir y de Montaner, nasceu em 1784, foi Tenente-Coronel de Cavalaria graduado, cavaleiro de primeira classe das ordens de São Fernando e São Hermenegildo, e Regedor da Prefeitura de Palma em 1833. Casou-se em primeiras núpcias com María Ignacia Despuig y Despuig em 1827, e em segundas com María Melchora Cotoner y Chacón Manrique de Lara, irmã do primeiro marquês de Cenia. Faleceu em 1849. O único filho homem dos dois casamentos foi Felipe de Villalonga-Mir y Despuig (1831), Cavaleiro da Ordem de São João e vereador da Prefeitura de Palma.
A linha prossegue com Felipe de Villalonga-Mir y Dezcallar, que se casou com María de los Ángeles Blanes Tolosa. Tiveram, entre outros filhos, Rafael de Villalonga-Mir y Blanes, que foi Presidente da Deputação Provincial de Baleares, Presidente da Câmara Oficial Sindical Agrária e Procurador nas Cortes, casado com María Josefa Fuster de Puigdorfila y Zaforteza (da linhagem dos condes de Olocau). Atualmente, o representante deste ramo de Villalonga é Felipe de Villalonga-Mir y Fuster de Puigdorfila.

## RAMO VILLALONGA-ESCALADA
Francisco de Villalonga y Brondo (1647-1704), irmão mais novo do já mencionado Príamo, Nobre, *Baile General* em 1675, Conselheiro Militar em várias ocasiões entre 1676 e 1702, *Clavario* em 1682 e *Mostassaf* em 1689, obteve a mercê do Hábito de Calatrava em 1686 e herdou de seu pai o fideicomisso da Torre de Canyamel. Casou-se em 1673 com Dionisia Dameto y de Puigdorfila. Seu neto Francisco de Villalonga y de Vallés (1723-1779) foi Pro-homem da Confraria de São Jorge na época de sua abolição em 1778, e Capitão de Guerra de Algaida e Sencelles em 1770. Casou-se com Eleonor de Bordils y Tamarit, ficando a casa de Bordils incorporada à de Villalonga após a morte de seu irmão Juan, que não deixou sucessão. Teve dois filhos: Juan, cavaleiro de São João em 1780, e Francisco Mariano, o mais velho.
Francisco Mariano de Villalonga, nascido em 1762, foi capitão de Milícias e Contador do Santo Tribunal da Inquisição em 1791. Casou-se com Juana de Escalada y López-Salgado em 1787, razão pela qual este ramo passou a ser conhecido, a partir desse matrimônio, como Villalonga-Escalada. Os dois filhos do casal foram: Juan de Villalonga y de Escalada (1794-1880), Cavaleiro de Montesa em 1819, I marquês do Maestrazgo, visconde de los Aldruides em 1848, Tenente-Geral dos Exércitos Reais, Capitão-Geral do Reino de Valência, de Burgos, da Galiza e de Navarra, Grã-Cruz de Carlos III, de São Hermenegildo, de Isabel a Católica e de Cristo de Portugal, além de Gentil-Homem da Câmara de S.M. a Rainha Dona Isabel II; e o filho mais velho, Francisco Mariano, que deu continuidade à linha casando-se com María del Carmen Pérez y de Escalada.
Filho deste último foi Antonio de Villalonga y Pérez (1821-1910). Em 1855 era Comandante da Marinha e, em 1863, foi nomeado arquivista-bibliotecário do Ateneu Balear. Foi um líder republicano federal, um dos primeiros militantes do partido democrático e do republicanismo nas Ilhas; em 1872 foi nomeado Prefeito de Palma, cargo de que renunciou pouco tempo depois; foi também um destacado maçom. Possuía uma magnífica biblioteca com cerca de 10.000 volumes herdados de seu pai. Em 1889 publicou-se um catálogo dessa biblioteca, que continha verdadeiras raridades, desde incunábulos a livros extremamente raros.
Antonio de Villalonga y Pérez casou-se em 1855 com Teodora Fábregas y Santander. Seu filho foi Francisco de Villalonga y Fábregas (1856-1932), republicano federal que se destacou no Partido da União Republicana e, posteriormente, no Partido Republicano Democrático Federal da coalizão republicano-socialista entre 1909 e 1914, bem como na candidatura assembleísta de 1917. Foi candidato às Cortes em numerosas ocasiões, mas sempre acabou derrotado. Com o advento da Segunda República Espanhola, substituiu Lorenzo Bisbal na Prefeitura de Palma devido às divisões entre as forças republicanas (outubro de 1931 a junho de 1932).
Seu neto, Francisco de Villalonga y Morell, é o atual representante deste ramo Villalonga-Escalada.

## CONTINUAÇÃO DO RAMO PRIMOGÊNITO
Como mencionado anteriormente, Gaspar de Villalonga, segundo filho de Juan Príamo, continuou o ramo primogênito ao casar-se com Margarita Net y de Santacilia. Ocupou diversos cargos, incluindo os já citados de advogado da Universidade em 1534, assessor do *Veguer* da Cidade e *Forà*, e Conselheiro Militar em 1545. Teve um filho natural, Horacio de Villalonga, Nobre que foi um jurisconsulto muito famoso, Regente do Governo de Menorca em 1558 e, em 1580, ocupou o cargo de Regente de Maiorca.
Pedro de Villalonga y Net, filho legítimo de Gaspar, herdeiro e continuador da linha, foi Gentil-Homem de Filipe II em 1564. Casou-se em 1546 com Isabel de Torrella y de Sant Martí, com quem teve Jaime Juan de Villalonga y de Torrella, Nobre de Maiorca, Capitão do povo armado da vila de Lluchmajor em 1585, Conselheiro Militar em 1577, e participante do sorteio para *Jurat en Cap* em 1581 e 1585, entre outros cargos. Casou-se em primeiras núpcias com Beatriz de Puigdorfila y Fuster em 1566 e, em segundas, com Francisca de Sant Martí y Francolí. Faleceu em 1593.
Do segundo casamento nasceu Pedro Ramón de Villalonga y de Sant Martí, Cavaleiro do Hábito de São João em 1610, capitão das Galés de Malta em 1640 e Comendador de Cotlliure; e Jaime Juan de Villalonga, Nobre, Conselheiro Militar de 1625 a 1642, casado com Francisca Desclapes y Vivot em 1603 e, em segundas núpcias, com Jerónima de Armengol y Ferrandell. Desta união nasceram Francisco de Villalonga y de Armengol, Sargento-Mor da Praça; e Pedro Ramón de Villalonga y de Armengol, *Jurat en Cap* em 1684 (tendo exercido antes os cargos de Conselheiro Militar de 1663 a 1681, *Veguer* da Cidade em 1677 e 1683, *Baile* da Cidade em 1680 e 1685, e responsável sanitário [*Morber*] pelos Militares em 1682).
Pedro Ramón casou-se com Juana de Comellas em 1658 e tiveram Jaime Juan de Villalonga y de Comellas, Nobre de Maiorca (1662-1717), *Tauler* em 1698, *Ejecutor* em 1704, *Clavario Bosser* em 1707 e governador do distrito de guerra de Lluchmajor em 1715. Este casou-se em 1691 com Jerónima Rosiñol de Zagranada y Truyols, e seus filhos foram: Gabriel, Cavaleiro de São João em 1731; e Pedro Ramón (1694-1764), Regedor Perpétuo de Palma pela classe dos cavaleiros em 1752 e capitão do regimento de Provinciais de Maiorca. Pedro Ramón casou-se com María Inés Truyols y de Sant Joan em 1733, e seus filhos foram: Nicolás, Coronel dos Exércitos Reais e Cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém (1766); Francisco de Villalonga y Truyols, nascido em 1741, tenente de granadeiros, que contraiu matrimônio com María Rosiñol de Zagranada y Desclapés em 1766, formando um novo ramo que no século XIX ficou conhecido como Villalonga Aguirre. O mais velho dos irmãos foi Jaime Juan de Villalonga y Truyols, Capitão do Regimento de Milícias desde a sua fundação e adido ao Estado-Maior, casado com María Josefa Desbrull y Boil de Arenós, os quais dão continuidade à linha principal, como se verá adiante.

## RAMO VILLALONGA-AGUIRRE
Ao detalhar o ramo Villalonga Aguirre, encontramos o filho do já citado Francisco, chamado Ramón de Villalonga y Rosiñol de Zagranada, Regedor Perpétuo pela classe de Cavaleiros em 1808, Primeiro Prefeito de Palma em 1820 e Cavaleiro de São João de Jerusalém em 1813; ele casou-se com María del Carmen de Aguirre y Malonda e, a partir deste enlace, a linhagem passou a ser designada como Villalonga y Aguirre. Irmão dele foi Baltasar de Villalonga y Rosiñol de Zagranada, Cavaleiro de São João em 1782, que foi Contador do Tribunal de Contas de Lima e, posteriormente, Ministro Principal Tesoureiro das Caixas Reais da província de Cuzco, no Vice-Reino do Peru, tornando-se Intendente da mesma em 1821.
José de Villalonga y Aguirre, Cavaleiro da Real Maestranza de Ronda e da Ordem de São João, foi Regedor da prefeitura de Palma em 1834, Chefe Superior Político (Governador) em 1843 e Presidente da Deputação de Baleares em 1849 (há uma rua em sua homenagem em Son Armadans). Seu irmão, Antonio de Villalonga y Aguirre, Cavaleiro da Ordem de São João e oficial da marinha (Capitão do Porto de Palma), foi Brigadeiro da Armada em 1868. Neto de José de Villalonga y Aguirre foi Gabriel de Villalonga y de Olivar, que presidiu a Cruz Vermelha e foi um pintor premiado internacionalmente. A este ramo também pertenceu Ana de Villalonga y Zaydín, dramaturga, destacando-se em sua obra *"Dos diàlegs"* (1935), *"Esperant el metge"* (1936), *"El rebeneit"* (1936), *"Coverbos de Dones"* e *"Moconerias"*; ela era neta de Teodoro de Villalonga y Aguirre e filha de Juan Villalonga Sant-Just e Josefina Zaydín Caimari.
Este ramo é representado na atualidade por Carmen de Villalonga y Despujol, Marquesa de Casa Desbrull, e volta a se fundir com o ramo principal por meio de seu casamento com Fernando de Villalonga y Truyols.
## RAMO VILLALONGA-DESBRULL (CONTINUACIÓN RAMA PRIMOGÉNITA)
Dando seguimento ao ramo principal, conforme mencionado, Jaime Juan de Villalonga y Truyols teve, entre outros filhos, Joaquín de Villalonga y Desbrull, Coronel de Infantaria e da Guarda de Corps, que esteve presente no Primeiro Sítio de Saragoça. Ele era Cavaleiro da Ordem de São João, casou-se com Margarita Fortuny y Sureda e formou um ramo menor dentro da linha Villalonga-Desbrull.
Seu irmão mais velho, José Francisco de Villalonga y Desbrull (1782-1834), tornou-se Cavaleiro de São João em 1783, ingressando ainda menor de idade como pajem do Grão-Mestre; foi Regedor Perpétuo pela classe de Cavaleiros em 1812, Capitão do regimento de milícias Provinciais e herdeiro do marquesado de Casa Desbrull. Casou-se em 1802 com Magdalena de Togores y de Puigdorfila, filha única dos VIII Condes de Ayamans.
O filho deles, Mariano de Villalonga y de Togores (1811-1869), foi Cavaleiro da Real Maestranza de Valência, Regedor da Prefeitura de Palma em 1838, membro da Real Sociedade de Amigos do País em 1854 e Deputado nas Cortes em 1857. Casou-se em 1831 com Isabel Despuig y Despuig, filha dos Condes de Montenegro e Montoro, união da qual não houve descendência. Em segundas núpcias, casou-se com Catalina Zaforteza y de Togores (conhecida como "A Grande Cristã"), com quem teve José Francisco de Villalonga y Zaforteza (1865-1927), Marquês de Casa Desbrull em 1910, Grã-Cruz do Mérito Militar e membro da Maestranza de Valência, casado com Dolores Cotoner y de Verí.
O filho de José Francisco foi Nicolás (1893-1955), comandante de engenharia, Grã-Cruz do Mérito Militar, Marqués de Casa Desbrull em 1927 e membro da Maestranza de Valência.
O chefe de toda a casa de Villalonga na atualidade é Fernando de Villalonga y Truyols, ex-presidente da Cruz Vermelha e da instituição financeira *Caixa* nas Baleares, Marquês de Casa Desbrull, Cavaleiro de Calatrava, membro da Maestranza de Valência e Cavaleiro de Honra e Devoção da Ordem de Malta.

Fonte: https://www.villalonga.net/Villalonga.html

Os Villalonga na Catalunha

Publicado em: 14/06/2026 13:16
As ramificações catalãs da família Villalonga (frequentemente grafado como Vilallonga em catalão) são tão antigas e influentes quanto as valencianas, e têm suas próprias particularidades históricas e geográficas. A Catalunha, com sua rica história medieval de condados, expansão mediterrânea e forte identidade cultural, proporcionou um terreno fértil para o desenvolvimento de várias linhagens nobres e influentes com este sobrenome.
Origens e Estabelecimento na Catalunha
A presença dos Vilallonga na Catalunha remonta, em muitos casos, à Idade Média, com registros que apontam para a sua participação na formação e consolidação dos Condados Catalães, que viriam a formar o Principado da Catalunha.

Existem várias localidades com esse nome na Catalunha, como Vilallonga del Camp (Tarragona) ou Vilallonga de Ter (Girona), que podem ter sido berços para alguns desses ramos.

Principais Ramificações e Localidades
* Girona e Comarcas do Interior:
Em comarcas como Ripollès, Garrotxa e outras na província de Girona, existem evidências de ramos Vilallonga ligados à nobreza rural (fidalgos) e à propriedade de masias (casas rurais fortificadas) e terras. Essas famílias eram pilares da economia agrária, controlando terras e influenciando a vida social e política local. Muitos participaram da defesa territorial e da administração dos baronatos e senhorios locais.

* Tarragona e Tierras del Ebro:
Na província de Tarragona, especialmente em torno de Vilallonga del Camp, a família também teve uma presença significativa. Além da agricultura, esses ramos poderiam estar envolvidos no comércio, dado o acesso à costa e rotas comerciais. A vida política municipal era um foco importante.

* Barcelona e o Litoral:
Com o tempo, assim como em Valência, alguns ramos dos Vilallonga se estabeleceram na cidade de Barcelona, o centro político, econômico e cultural da Catalunha. Ali, a família ascendeu a posições de destaque na administração municipal (Consell de Cent), no comércio marítimo (que foi vital para a Catalunha) e na advocacia. Eram frequentemente parte da elite urbana, construindo palácios e contribuindo para a vida intelectual e artística da cidade.

As ramificações catalãs dos Vilallonga deixaram um legado duradouro na região:

* Política e Administração: Membros da família ocuparam cargos importantes em instituições catalãs como a Generalitat de Catalunya, as Corts Catalanes e os conselhos municipais. Participaram ativamente das decisões que moldaram o Principado.

* Militarismo: Houve Vilallongas que se destacaram como militares, defendendo os interesses catalães e da Coroa de Aragão em diversas campanhas, incluindo a expansão mediterrânea.

* Propriedade e Economia: Foram grandes proprietários de terras e investidores no comércio e na indústria nascente, contribuindo para a prosperidade econômica da Catalunha.

* Cultura e Religião: Alguns foram mecenas de artistas e escritores, ou seguiram carreiras eclesiásticas, ocupando posições em mosteiros e catedrais, influenciando a vida espiritual e cultural.

É importante notar que, como em outras famílias nobres antigas, as ramificações catalãs dos Vilallonga se entrelaçaram com outras linhagens através de casamentos estratégicos, tornando a sua história complexa e rica em detalhes, que podem ser explorados em arquivos históricos catalães e em estudos de genealogia da nobreza local.

A Casa dos Villalonga

Publicado em: 13/06/2026 22:29

Linhagens dos Villalonga

Publicado em: 13/06/2026 22:28
A história da família Villalonga é bastante vasta e se estende por séculos, com ramificações em diversas regiões da Espanha (especialmente Valência e Catalunha) e, posteriormente, nas Américas. Identificar "as" figuras nobres e influentes com todos os detalhes de esposa e filhos, além de feitos específicos, é um desafio considerável sem focar em um ramo ou período específico, pois o sobrenome se difundiu e muitas linhagens tiveram sua própria relevância local.
No entanto, posso apresentar algumas figuras e ramos que são frequentemente citados em pesquisas genealógicas e históricas, oferecendo um vislumbre da influência da família:

1. A Linhagem dos Marqueses de Casa Villalonga
Um dos ramos mais proeminentes da família Villalonga recebeu o título de Marquês de Casa Villalonga. Este título foi concedido pelo Rei Carlos III da Espanha em 1761, o que demonstra a consolidação da riqueza e influência de um ramo específico da família na época.

* Fundador do Marquesado: Embora o título tenha sido criado em 1761, a figura-chave na ascensão deste ramo foi D. Francisco de Villalonga y Fortuny.

* Feitos e Relatos: D. Francisco foi um importante militar e político. Ele se destacou em diversas campanhas militares e serviu à Coroa Espanhola em cargos administrativos de relevo. Sua atuação lhe rendeu o favor real e a concessão do título para sua família. O marquesado representou o reconhecimento de anos de serviço e lealdade à monarquia. Embora detalhes específicos de sua vida familiar (nome da esposa, todos os filhos) sejam mais facilmente encontrados em arquivos genealógicos privados ou em obras muito específicas, sabe-se que o título foi transmitido através de seus descendentes, indicando que ele teve filhos que continuaram a linhagem.

2. Figuras Eclesiásticas
A Igreja Católica foi uma via importante para a ascensão social e influência para muitas famílias nobres espanholas, incluindo os Villalonga.

* Arcebispos e Bispos: Diversos membros da família Villalonga ocuparam altos cargos eclesiásticos, como bispos e arcebispos, em dioceses importantes na Espanha. Sua influência ia além do espiritual, permeando a política e a administração regional.

* Exemplo Geral (sem um nome específico proeminente único para a família): Esses religiosos eram frequentemente consultores de reis, mediadores de conflitos e grandes mecenas de arte e cultura, contribuindo para a construção e embelezamento de catedrais e igrejas. Suas famílias se beneficiavam indiretamente de sua posição, através de privilégios e oportunidades. A vida pessoal de clérigos, por óbvio, não envolvia cônjuges ou filhos diretos.

3. Ramificações Catalãs e Valencianas
Na Catalunha e Valência, o sobrenome Villalonga também é muito presente e está ligado a famílias de fidalgos (pequena nobreza) e comerciantes ricos que adquiriram status ao longo dos séculos.

* Séculos XV-XVII: Neste período, surgem muitos "cavalheiros" (cavallers) Villalonga, que eram proprietários de terras, participavam dos conselhos municipais (Consells Generals) e tinham papel ativo na vida política de suas vilas e cidades.

* Feitos e Relatos: Suas histórias são mais difíceis de centralizar em uma única figura, pois representam uma classe de proprietários rurais e urbanos que garantiam a estabilidade econômica e social de suas regiões. Eles estavam envolvidos em disputas por terras, alianças matrimoniais para fortalecer bens e poder, e frequentemente financiavam obras públicas ou religiosas em suas comunidades. Os registros de seus casamentos e filhos são vastos em arquivos paroquiais e notariais locais.

- Desafio na Detalhação Completa
É importante notar que a nobreza e influência de uma família antiga como os Villalonga se manifestam em múltiplas gerações e em diversos ramos. Fornecer uma lista exaustiva de todas as figuras nobres com seus respectivos cônjuges, filhos e feitos detalhados demandaria uma pesquisa genealógica extensiva em arquivos históricos específicos para cada linha da família, o que vai além do escopo de uma resposta geral.

Os registros mais completos para essas informações estariam em:
* Arquivos Nobiliários: Registros de títulos e brasões.
* Arquivos Paroquiais: Certidões de batismo, casamento e óbito.
* Arquivos Notariais: Testamentos, contratos de casamento, escrituras de terras.
* Crônicas Locais e Regionais: Onde a atuação de membros da família em suas comunidades estaria registrada.

Resumo da História da Família Villalonga do século 12° ao 19°

Publicado em: 13/06/2026 20:39
A família Villalonga tem um legado que se estende por séculos na Espanha, com uma linhagem que remonta à nobreza e que produziu diversas figuras notáveis em várias esferas. A origem do sobrenome, como mencionado, é toponímica, sugerindo uma ligação com uma "vila longa". Acredita-se que as principais raízes estejam na região de Valência e Catalunha, de onde se espalharam e se ramificaram.

- Origens e Reconquista
As primeiras menções à família Villalonga como uma linhagem de alguma proeminência surgem em documentos medievais, particularmente após a Reconquista. Famílias que participaram ativamente na retomada dos territórios dos mouros recebiam privilégios, terras e títulos, solidificando seu status. A lealdade à coroa e o serviço militar eram caminhos comuns para ascender na hierarquia social. É provável que os Villalonga tenham se destacado nesse período, estabelecendo-se como senhores de terras em áreas como Valência.

- Séculos XV e XVI: Consolidação e Ascensão
Nos séculos XV e XVI, a família Villalonga consolidou seu poder e influência. Membros da família frequentemente ocupavam cargos importantes na administração local e regional, na Igreja e nas forças armadas.

* Serviço Real: Muitos Villalonga serviram aos monarcas espanhóis, tanto na Península Ibérica quanto nos vastos territórios do império. Isso lhes garantia prestígio e acesso a redes de poder.

* Matrimônios Estratégicos: Como era comum entre as famílias nobres, os Villalonga buscavam alianças através de casamentos com outras linhagens poderosas, ampliando suas terras, influência e conexões.

* Patronato Eclesiástico: Alguns membros da família seguiram carreiras eclesiásticas, atingindo altos cargos na Igreja, o que não só lhes conferia poder espiritual, mas também político e econômico. O patronato de capelas e mosteiros era uma forma de exibir riqueza e devoção.

- Séculos XVII e XVIII: Política e Sociedade
Nesses séculos, a influência dos Villalonga continuou. Eles estavam envolvidos nas complexas tramas políticas da corte espanhola, participando de conselhos e assumindo papéis diplomáticos.

* Administração e Governança: Muitos Villalonga serviram como governadores, vice-reis ou em outras posições administrativas em diferentes partes do Império Espanhol, incluindo as colônias nas Américas. Essas posições eram extremamente poderosas e lucrativas.

* Contribuições Culturais: Além da política, alguns membros da família eram mecenas das artes ou contribuíram para a vida intelectual e cultural da época.

- Figuras Notáveis e Ramificações
É desafiador apontar uma única "figura central" que represente toda a nobreza da família Villalonga, pois, como muitas linhagens antigas, ela se ramificou extensivamente. No entanto, algumas ramificações se destacaram mais. Por exemplo, existem registros de linhagens dos Villalonga que detinham títulos de Barões, Condes ou Marqueses em diferentes épocas e regiões da Espanha.
Com o tempo, o sobrenome Villalonga se espalhou não apenas por toda a Espanha, mas também para outros países, especialmente na América Latina, onde descendentes de famílias nobres espanholas buscaram novas oportunidades e estabeleceram novas raízes.
A história específica de cada ramo da família Villalonga pode ser encontrada em arquivos genealógicos, documentos históricos e registros de nobreza. É um sobrenome que, sem dúvida, carrega consigo um legado de distinção e serviço ao longo dos séculos.

Origem da Família Vilaronga

Publicado em: 13/06/2026 16:29
A família Villalonga tem raízes profundas na Espanha, com uma ligação particular a algumas localidades. A mais proeminente e frequentemente associada ao sobrenome é o município de Villalonga (ou Vilallonga, em valenciano), localizado na Comunidade Valenciana, província de Valência.

- Villalonga, Valência: O Berço da Família?
A cidade de Villalonga, na comarca de Safor, é um município que remonta a tempos antigos, com vestígios de assentamentos pré-históricos e romanos. Historicamente, a região de Valência tem sido um caldeirão cultural, influenciada por ibéricos, romanos, visigodos e, mais notavelmente, os mouros, antes da Reconquista cristã.

O sobrenome Villalonga, como muitos sobrenomes espanhóis, é de origem toponímica, o que significa que ele deriva do nome de um lugar. "Villalonga" pode ser traduzido como "vila longa" ou "cidade longa", o que sugere que as primeiras pessoas a adotar esse sobrenome eram provenientes ou tinham uma forte ligação com uma localidade com essa característica geográfica.
É bastante comum que famílias nobres ou com certa proeminência tenham se originado em ou dado nome a vilas e cidades. Acredita-se que a família Villalonga tenha se estabelecido e prosperado nessa região de Valência, tornando-se uma parte intrínseca da história e do desenvolvimento local.

- A Família Villalonga Além da Cidade
Embora Villalonga, Valência, seja uma das principais referências para a família, é importante notar que o sobrenome se espalhou por outras partes da Espanha e do mundo. Há, por exemplo, registros de famílias Villalonga na Catalunha e em outras regiões. Com o tempo, membros da família migraram, estabelecendo-se em diferentes países, especialmente na América Latina.
A história específica da família Villalonga como uma linhagem nobre ou influente está ligada a diversas figuras ao longo dos séculos, que contribuíram em áreas como política, religião e artes. Como é comum com sobrenomes antigos, diversas ramificações surgiram, e a história de cada ramo pode variar.

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Um novo site está surgindo!!!!!

Publicado em: 13/06/2026 15:56
Em breve novas atualizações serão inseridas e muitas novas informações compartilhadas.

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Publicado em: 13/06/2026 15:38
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